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Legislação contra incêndios e prevenção: o guia para empresas acima de 750m²

  • Foto do escritor: Casa Castilho
    Casa Castilho
  • 19 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura

A segurança contra incêndio em edificações industriais e comerciais de grande porte vai muito além da simples instalação de extintores em pontos visíveis. Para gestores, TSTs (Técnicos de segurança do trabalho) e responsáveis por condomínios multifamiliares, a conformidade legal é um tabuleiro de xadrez complexo, onde um movimento errado pode resultar em multas pesadas, interdições e, em casos extremos, a perda total do patrimônio e de vidas.

 

Este guia foi elaborado para ser a bússola de quem precisa navegar pela legislação contra incêndio, como Instruções Técnicas (ITs), Normas Brasileiras (NBRs) e padrões internacionais (NFPA), transformando a burocracia em uma estratégia de gestão de riscos e eficiência operacional.


O panorama legal: decretos estaduais e NBRs


No Brasil, a legislação contra incêndios é descentralizada. Cada estado possui seu próprio Regulamento de Segurança contra Incêndio, geralmente publicado via Decreto Estadual e detalhado pelas Instruções Técnicas (ITs) do Corpo de Bombeiros.

 

No entanto, a base técnica que sustenta essas ITs são as NBRs (Normas Brasileiras Regulamentadoras) da ABNT. Para uma empresa de grande porte, é fundamental dominar normas como:

● NBR 17240: Sistemas de detecção e alarme de incêndio;

● NBR 10897: Sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos (sprinklers);

● NBR 14276: Requisitos para composição e formação de brigada de incêndio.

 

Diante disso, qual é o desafio do técnico de segurança do trabalho? Muitas vezes, o técnico se vê preso a interpretações subjetivas da norma local. É aqui que a experiência de uma engenharia especializada faz a diferença, garantindo que o projeto técnico esteja blindado contra reprovações por erros de interpretação normativa.


Normas Internacionais (NFPA): por que grandes indústrias as exigem?


Se a sua empresa busca um padrão de excelência ou possui seguros com empresas multinacionais, você certamente já ouviu falar da NFPA (National Fire Protection Association). Enquanto a legislação contra incêndios brasileira foca no "mínimo necessário" para a desocupação segura, as normas americanas NFPA focam na preservação do ativo.


Grandes empresas do mercado seguem os padrões NFPA porque:

● Redução de prêmios de seguro: Seguradoras globais oferecem condições melhores para plantas que seguem a NFPA 13 ou NFPA 20;

● Continuidade de negócio: Um sistema NFPA é projetado para extinguir o foco de incêndio rapidamente, permitindo que a fábrica volte a operar em pouco tempo.


PPCI: o marco zero da conformidade


O Projeto de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) é o documento técnico que detalha todas as medidas de segurança. Para edificações acima de 750m², o projeto técnico é obrigatório e deve ser elaborado por um engenheiro habilitado.

Um PPCI de alta qualidade deve contemplar, por exemplo:

● Sistemas ativos: hidrantes, sprinklers, detecção de fumaça e extintores.

● Sistemas passivos: proteção de estruturas metálicas, meios para evitar a propagação do fogo e rota de fuga.

● Saídas de emergência: Cálculo de fluxo de pessoas, dimensionamento de escadas e iluminação de aclaramento.

 

Vale destacar que o projeto não é apenas um desenho para "passar nos bombeiros": ele é um planejamento logístico. Um projeto mal feito pode exigir uma bomba de incêndio muito mais potente (e cara) do que o necessário, por exemplo.


O triângulo da segurança: SPDA, elétrica e CMAR


Muitos gestores focam apenas no AVCB e esquecem que ele depende de laudos acessórios que são alvos frequentes de fiscalização:

SPDA (Sistema de Proteção contra descargas atmosféricas): O laudo de para-raios deve ser atualizado periodicamente, seguindo a NBR 5419. Uma descarga elétrica em um galpão sem SPDA adequado pode causar incêndios instantâneos e perda total de maquinário.

● Laudo das instalações elétricas: A maioria dos incêndios industriais começa em curto-circuitos. Manter o prontuário da NR-10 em dia é vital.

CMAR: Se as divisórias ou o isolamento térmico do seu galpão propagam chamas rapidamente, o Corpo de Bombeiros não emitirá o AVCB, mesmo que você tenha os melhores hidrantes do mundo.


Brigada de Incêndio e a NR-23


A legislação contra incêndios não protege apenas tijolos: protege as pessoas. A NR-23 estabelece que todas as empresas devem adotar medidas de prevenção, e a formação da Brigada de Incêndio é o ponto crítico.

 

Não basta ter o certificado, a equipe precisa saber operar os sistemas. Em grandes áreas, o tempo de resposta entre o início de um foco e a chegada dos bombeiros pode ser fatal. Uma brigada treinada entende a planta específica onde trabalha, conhecendo cada registro e válvula do sistema.


Quais são os riscos da não-conformidade?


Operar sem os protecionais necessários, o AVCB ou sem um PPCI coloca a empresa em uma zona de risco extremo:

1. Risco jurídico: em caso de sinistro, os diretores podem ser responsabilizados civil e criminalmente por negligência.

2. Negativa de seguro: nenhuma seguradora pagará a apólice de uma empresa que não possui o AVCB válido.

3. Interdição: o Ministério Público e o Corpo de Bombeiros têm poder para lacrar operações que ofereçam risco iminente aos trabalhadores.


O caminho para a aprovação garantida começa aqui


Entender a legislação contra incêndios é o primeiro passo para ter o controle da sua operação. Para empresas acima de 750m², o segredo da conformidade sem estresse está na escolha de um parceiro que trate a segurança contra incêndio como ciência e não como burocracia.

 

Gostou deste guia? Se você é TST ou gestor e precisa regularizar sua empresa, não corra riscos com projetos genéricos. Conheça a Casa Castilho e descubra como podemos ajudar você!

 

FAQ:


Minha empresa tem 800m², preciso de projeto técnico?

Sim, acima de 750m² o Projeto Técnico (PPCI) é obrigatório.


O AVCB venceu, posso operar?

Legalmente, não. Você está exposto a multas e perda de cobertura de seguro.


O que é o "Direito Garantido"?

Se você não alterou a estrutura ou a carga de incêndio, pode manter as normas da época da aprovação do projeto original em certas renovações.

 
 
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